segunda-feira, 9 de julho de 2018

Artigo: GESTORES DO FUTURO

GESTORES DO FUTURO

(Artigo publicado em 2014 no informativo da UNDIME - União dos Dirigentes Municipais de Educação)


Sempre acreditei que fazer a diferença era muito mais do que se destacar na profissão que escolhemos. Quando abracei a educação, foi muito mais do que abraçar a minha profissão. Uma paixão incontida que procuro compartilhar com todas as pessoas com as quais convivo.

Nossas ações como educadores devem agregar, construir e contribuir para a evolução do ser humano. Podem existir dias que serão verdadeiros fardos, mas haverá outros que muita satisfação nos trará.

Penso que cada passo que damos em busca de melhorar a educação brasileira não pode ser apenas encarado como uma obrigação. Educação é muito mais do que isso. É proporcionar o encontro com a própria vida. Lidamos com o destino das pessoas e, consequentemente, com o destino da humanidade.

Os frutos que o nosso trabalho e a nossa dedicação irão gerar têm de ser capazes de gerar frutos com sementes. Sem as sementes nosso trabalho será em vão e deixaremos um vazio ao futuro da humanidade. Vazio este que hoje nós procuramos preencher quando nos propomos a direcionar destinos.

É isso que somos, na verdade. Não somos gestores educacionais. Somo gestores de destinos. E sendo Dirigentes Municipais, não podemos deixar que o nosso trabalho resuma-se em um trabalho bem feito. Isso, qualquer um pode fazer.

Nosso trabalho precisa ficar marcado por melhorias que nós podemos proporcionar. E isso requer muito mais do que jogar sementes ao vento. Eu acredito no que realizamos e no que fazemos, porque sei que o destino de muitos está em nossas mãos. E quando se tem o destino de outros nas mãos, temos o direito de sermos verdadeiramente humanos, mas o dever de sermos educadores.

Então, fazer a diferença é poder fazer o seu melhor, contribuindo para a construção de um mundo que cultue a paz, priorizando a formação de pessoas capazes de enxergar que o Brasil pode ser muito mais do que tem sido. Descobriremos, enfim, que fazer a diferença na educação é gerar cidadãos aptos a fazer essas sementes que plantamos se perpetuar e, assim, devolver ao Brasil a sua dignidade civil. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ALIMENTO E AMOR OFERTADOS AOS NOSSOS ALUNOS


Todos os dias milhões de crianças no Brasil recebem a merenda escolar. São crianças que muitas vezes se alimentam apenas nas escolas. Com a criação do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE (em junho de 2009), a oferta de merenda passou a abranger as crianças a partir dos três meses de idade até aos adultos matriculados na Educação para Jovens e Adultos – EJA.

Uma atenção especial deve ser dada aos alimentos que consumimos no nosso dia a dia. Afinal, somos o reflexo do tipo de alimentação de temos, que irá influenciar no nosso desenvolvimento físico, mental e intelectual.

Visando a melhoria da qualidade da merenda escolar a Prefeita de Guarujá, Maria Antonio de Brito aderiu, em 2010, ao PNAE. Guarujá foi o primeiro município da região da Baixada Santista, e um dos primeiros do Estado de São Paulo, a aderir ao Programa e implementar a utilização de produtos fornecidos pela agricultura familiar. Na época, a rede de ensino público da cidade atendia cerca de 40 mil estudantes da educação infantil e ensino fundamental. Hoje, a oferta é para 70 mil estudantes da rede municipal, estadual e conveniadas, desde a creche ao EJA.

A agricultura familiar produz cerca de 80% dos alimentos no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, emprega cerca de 500 milhões de trabalhadores rurais e fornece alimentos para boa parte das escolas públicas em todos os países do mundo.

São pequenos produtores que diversificam e utilizam o trabalho familiar, contribuem para a manutenção dos recursos naturais, garantindo a sustentabilidade de nosso planeta, além de combater a fome, preservar o cultivo de alimentos tradicionais e oferecer crescimento da economia e da cultura local.

No Brasil, a agricultura familiar produz mandioca, feijão, milho, arroz, leite, carnes, aves, verduras, frutas etc. que são utilizadas no fornecimento da merenda escolar. Mas não basta a agricultura familiar fazer a sua parte. Nem mesmo aos gestores aderirem aos programas instituídos pelos governos. É preciso que entre em cena duas profissionais que irão valorizar ainda mais todo esse processo.

A primeira profissão em destaque é a da nutricionista, que é responsável pelo cardápio oferecido aos alunos, tanto na quantidade como nos valores nutritivos para cada faixa etária. A variação do cardápio, bem como a substituição de um alimento por outro sem a perda da qualidade nutritiva, também é orientada pela nutricionista, assim como os temperos corretos para cada alimento.

A segunda profissão em destaque é a da merendeira, responsável pelo preparo da alimentação a ser fornecida aos alunos. São elas que irão manusear os alimentos, de acordo com as orientações nutricionais, para manter a qualidade da merenda escolar. É um trabalho feito com amor, pois as merendeiras sabem muito bem que muitas crianças só se alimentam na escola.

As merendeiras é que fazem a diferença no processo, pois são de suas mãos que nossas crianças, jovens e adultos, recebem a dedicação, o carinho, o amor de quem trabalha para manter a boa alimentação de nossos estudantes. São pessoas simples, donas de casa, que sabem a importância da alimentação equilibrada, com horários certos e com qualidade. É importante sempre ressaltar o trabalho feito pelas merendeiras que cuidam do armazenamento e da refrigeração correta dos alimentos dentro das escolas.

Como Secretária de Educação de Guarujá, sei bem que quando se alia políticas públicas aos incentivos a produtores locais, à orientação técnica e ao carinho essencial na preparação da merenda, o resultado só poderá conceber uma nova geração de pessoas, que bem alimentadas, serão capazes de enfrentarem a maratona escolar que o dia a dia apresenta.


Priscilla Bonini Ribeiro
Conselheira Estadual de Educação do Estado de São Paulo
Secretária de Educação de Guarujá

quinta-feira, 31 de março de 2016

EDUCAÇÃO DE GUARUJÁ RECEBE NOTA A DO TCE/SP

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP), classificou a Educação do Município de Guarujá com nota A, que significa, Alta Efetividade. Compartilho abaixo, a reportagem de um dos vários jornais que deram destaque a esse fato. Para ver a reportagem, clique aqui.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO DE EDUCADORES

                Quando se fala em mudança nas políticas educacionais um assunto que sempre entra em pauta é a questão da valorização dos profissionais de educação. Valorizar não está ligado apenas à remuneração. Valorizar é dar condições para que os educadores tenham bagagem pedagógica que acompanhe as novas tecnologias.

                Os estudantes hoje têm acesso à informação de modo rápido e imediato. Muitos docentes precisaram se integrar com as novas maneiras de se comunicar com seus alunos e, sendo assim, precisaram se reciclar, se renovar, para acompanhar essas mudanças.

                Os Planos Municipais e Estaduais de Educação precisam alinhar suas ações incluindo a capacitação de seus docentes com cursos, seminários, oficinas etc., com o intuito de garantir a melhoria da qualidade de ensino.    São nesses encontros que a qualificação e a motivação dos professores, e de todos os demais integrantes da administração escolar, recebem a atenção redobrada por parte dos gestores municipais.

                 Ter uma equipe qualificada, bem preparada para enfrentar os desafios em sala de aula é fundamental para melhorar a relação de ensino-aprendizado. É um investimento importante que possibilitará a melhoria dos índices educacionais das escolas e, portanto, melhoria da qualidade de ensino para todos os nossos alunos.

                Mas não podemos nos esquecer da importância que a formação nos cursos universitários tem em todo esse processo. É preciso que os futuros docentes recebam mais do que teoria. É preciso a prática em salas de aulas, atividades que estimulem à criatividade, à pesquisa e que insira esses novos docentes no contexto de ensino-aprendizado de modo mais prático e com muita orientação pedagógica.

O Brasil se preocupou em colocar as crianças, os adolescentes e os adultos, dentro da escola, mas não pode cruzar os braços e ignorar a necessidade de se rever a formação dos novos professores e, muito menos, deixar de capacitar os já formados.

A sociedade precisa cobrar dos governantes essa valorização que habilita o docente a estar sempre, continuamente, alinhado com as novidades tecnológicas que surge a cada momento. É preciso incentivá-los a aprender, a reaprender, a lutarem pela dignidade que a carreira merece. A capacitação dos docentes é essencial e precisa contar com o apoio das autoridades governamentais e, principalmente, da sociedade que precisa estar sempre de mãos dadas com as escolas.

Pensando nessa defasagem entre o que se aprendeu na faculdade e a realidade de uma sala de aula, o município de Guarujá realiza diversas capacitações para os professores e para as equipes que trabalham nas escolas e na Secretaria Municipal de Educação.

                Desde 2009, realizamos o Simpósio de Educação, e em 2014, contamos com a participação brilhante do educador português Antônio Nóvoa que, com sua palestra, realizou mudanças importantes no pensamento de cada participante.

Todos os anos os profissionais de educação da rede municipal escolhem as temáticas que serão abordadas pelos palestrantes e para a realização das oficinas. A adesão dos professores da rede municipal de Guarujá, ano a ano, cresce e tanto o aproveitamento nas oficinas, como o resultado nas salas de aulas, são profícuos.

                Como vemos, a valorização dos professores é que irá garantir o sucesso de nossos alunos. É preciso sempre lembrar que educamos para a vida acadêmica, social e profissional. Educamos para formar cidadãos que serão o futuro de nosso país.

                Precisamos, também, rever o currículo escolar para habilitar os nossos alunos a atingirem a cidadania plena que lhe é de direito: com aptidão profissional, direcionamento acadêmico e certeza de inclusão social. Precisamos urgentemente valorizar o magistério em todos os níveis educacionais, em todos os cantos do Brasil.

                Nós acreditamos que um país se faz com educação séria e de qualidade. Apesar dos grandes desafios é possível, com a garra peculiar de nossos educadores, transformar o nosso país. Como educadores, somos responsáveis por aquilo que cada aluno será. A missão do educador pode ser árdua, mas também é gratificante.

Priscilla Maria Bonini Ribeiro
Secretária Municipal de Educação de Guarujá
Conselheira Estadual de Educação de São Paulo

Esse texto foi publicado em vários sites na internet, entre ele, o site A Tribuna News. Para ver, clique aqui.

terça-feira, 22 de março de 2016

S O L I D A R I E D A D E: SIGA ESSE EXEMPLO

Muitas vezes a única esperança que resta a um ser humano é a SOLIDARIEDADE.
O futuro de crianças, jovens, adultos ou idosos, depende do quanto cada um de nós se doa em atenção, cuidado, carinho e, principalmente, amor. Sem amor nada somos.
Convido a todos a fazer parte da Onda de Solidariedade.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 21 de março de 2016

ELECTRO BONINI: MINHA INSPIRAÇÃO DE VIDA.

Meu avô, Electro Bonini, sempre dizia: "grandes sonhos nunca envelhecem!". Assim, no seio de uma família de educadores, eu cresci e me apaixonei pela Educação. Agradeço muito todos os ensinamentos que recebi de meu avô, pois com eles aprendi que a busca da verdade é apenas possível para pessoas que tenham o amadurecimento de saber ouvir, tenham humildade de reconhecer erros e garra para lutar pelos acertos.
 
Em comemoração ao Centenário Electro Bonini, realizados a produção de um site e de um vídeo. O vídeo, está logo abaixo. Para acessar o site, clique aqui.
 
 
 

sexta-feira, 18 de março de 2016

PREFIRO SER UM PÁSSARO

Falaremos sobre aquelas passagens que acontecem em nossa vida e que, no fundo, sempre nos trazem grandes lições.

Certo dia, após um longo dia de trabalho, um episódio marcou-me profundamente. Como de costume, antes de sair, abri minha correspondência eletrônica e recebi um e-mail de uma grande amiga com o título “Verdade sobre o silêncio”.

O texto retratava a situação de alguém muito poderoso comparado a um lobo. Dizia que os lobos não gritam, têm força e o poder porque observam em silêncio. Somente os poderosos poderiam agir como lobos. A história tratava o lobo com características importantes para um grande líder e demonstrava que o silêncio é aliado à vitória, e quem grita se unifica à derrota.

O e-mail orientava também a olhar, sorrir e silenciar, e dizia que não devemos responder a todos os ataques que, sendo lobo, você não seria obrigado a atender a todos os chamados. Segundo o texto, falar é uma escolha e não uma exigência. Um trecho aconselhava: “Durante os próximos sete anos, responda em silêncio quando for necessário”.

Refletindo sobre isso, respondi ao e-mail agradecendo a esta grande amiga e afirmando que não conseguiria silenciar e observar calada diante de tanta maldade. Um lobo silencia porque não tem amigos. Age quieto, anda no escuro e vive solitariamente, sempre à procura de uma nova presa. Pelo silêncio, já calei minha alma e meu coração e percebi que ninguém se transforma sem assumir o que é.

Prefiro ser como um pássaro, que voa longe, mas sempre acompanhado. Voa com liberdade e sempre encontra um lugar para pousar. O pássaro voa distribuindo sonhos, sempre cercado de amigos. Voa porque vive, fala, grita, sorri... E morre com a consciência de que transformou olhares em todos os lugares por onde passou, pois foi ouvido. Este é o verdadeiro poderoso. Suavemente, e sem ferir, transforma.

Prefiro ser como um pássaro. E é isto que desejo a todos que me acompanham: que voem com liberdade, que distribuam e concretizem sonhos, que acreditem que é possível fazermos um mundo melhor e que saibam que, agindo assim, sempre teremos um lugar tranquilo onde pousar.

Priscilla Maria Bonini Ribeiro – Texto do livro “Entre Letras e Linhas”, de minha autoria, editado pela Editora Comunnicar