terça-feira, 22 de março de 2016

S O L I D A R I E D A D E: SIGA ESSE EXEMPLO

Muitas vezes a única esperança que resta a um ser humano é a SOLIDARIEDADE.
O futuro de crianças, jovens, adultos ou idosos, depende do quanto cada um de nós se doa em atenção, cuidado, carinho e, principalmente, amor. Sem amor nada somos.
Convido a todos a fazer parte da Onda de Solidariedade.
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 21 de março de 2016

ELECTRO BONINI: MINHA INSPIRAÇÃO DE VIDA.

Meu avô, Electro Bonini, sempre dizia: "grandes sonhos nunca envelhecem!". Assim, no seio de uma família de educadores, eu cresci e me apaixonei pela Educação. Agradeço muito todos os ensinamentos que recebi de meu avô, pois com eles aprendi que a busca da verdade é apenas possível para pessoas que tenham o amadurecimento de saber ouvir, tenham humildade de reconhecer erros e garra para lutar pelos acertos.
 
Em comemoração ao Centenário Electro Bonini, realizados a produção de um site e de um vídeo. O vídeo, está logo abaixo. Para acessar o site, clique aqui.
 
 
 

sexta-feira, 18 de março de 2016

PREFIRO SER UM PÁSSARO

Falaremos sobre aquelas passagens que acontecem em nossa vida e que, no fundo, sempre nos trazem grandes lições.

Certo dia, após um longo dia de trabalho, um episódio marcou-me profundamente. Como de costume, antes de sair, abri minha correspondência eletrônica e recebi um e-mail de uma grande amiga com o título “Verdade sobre o silêncio”.

O texto retratava a situação de alguém muito poderoso comparado a um lobo. Dizia que os lobos não gritam, têm força e o poder porque observam em silêncio. Somente os poderosos poderiam agir como lobos. A história tratava o lobo com características importantes para um grande líder e demonstrava que o silêncio é aliado à vitória, e quem grita se unifica à derrota.

O e-mail orientava também a olhar, sorrir e silenciar, e dizia que não devemos responder a todos os ataques que, sendo lobo, você não seria obrigado a atender a todos os chamados. Segundo o texto, falar é uma escolha e não uma exigência. Um trecho aconselhava: “Durante os próximos sete anos, responda em silêncio quando for necessário”.

Refletindo sobre isso, respondi ao e-mail agradecendo a esta grande amiga e afirmando que não conseguiria silenciar e observar calada diante de tanta maldade. Um lobo silencia porque não tem amigos. Age quieto, anda no escuro e vive solitariamente, sempre à procura de uma nova presa. Pelo silêncio, já calei minha alma e meu coração e percebi que ninguém se transforma sem assumir o que é.

Prefiro ser como um pássaro, que voa longe, mas sempre acompanhado. Voa com liberdade e sempre encontra um lugar para pousar. O pássaro voa distribuindo sonhos, sempre cercado de amigos. Voa porque vive, fala, grita, sorri... E morre com a consciência de que transformou olhares em todos os lugares por onde passou, pois foi ouvido. Este é o verdadeiro poderoso. Suavemente, e sem ferir, transforma.

Prefiro ser como um pássaro. E é isto que desejo a todos que me acompanham: que voem com liberdade, que distribuam e concretizem sonhos, que acreditem que é possível fazermos um mundo melhor e que saibam que, agindo assim, sempre teremos um lugar tranquilo onde pousar.

Priscilla Maria Bonini Ribeiro – Texto do livro “Entre Letras e Linhas”, de minha autoria, editado pela Editora Comunnicar

quinta-feira, 17 de março de 2016

HOMENAGEM

Quero agradecer a todos que me prestaram essa homenagem. Fiquei muito emocionada com a linda homenagem da Undime-SP, feita durante nossa reunião, realizada em Guarujá. A TV Ilha do Sol esteve presente e fez a reportagem abaixo.


quarta-feira, 16 de março de 2016

PROGRAMA SIGA ESSE EXEMPLO


O Programa Siga Esse Exemplo, que apresento na TV Ilha do Sol, tem por objetivo mostrar os bons exemplos de vida das pessoas de nosso país. São pessoas que fazem a diferença.

 

Você pode ver e rever todos os programas acessando o canal no Youtube: Programa Siga Esse Exemplo

 
 
PROGRAMA SIGA ESSE EXEMPLO
Especial de Natal, no qual conto um pouco de minha estória de vida. 
 
 
 

terça-feira, 15 de março de 2016

FLORES E MÃOS TRISTES


Tentei durante uma noite convencer um amigo sobre a necessidade de cada um de nós escrevermos nossa responsabilidade social. No meio da conversa, às três da madrugada, um menino de sete anos vendia flores. Após sua saída, olhei bem nos olhos desse amigo e disse: “que diferença esta criança tem em relação ao seu filho?”.
Meu amigo, surpreso, argumentou coisas absurdas, ao ponto de dizer se não seria culpa dos pais da criança a colocarem naquela situação.
Firmei meus olhos, indignada, e respondi: “nem ele é culpado. Que culpa esta criança teve?”. Como ele não conseguia dizer qual a diferença, eu tomei a frente e respondi: “esta criança teve seus sonhos roubados pela vida, sua infância violentada em cada minuto e suas expectativas de um mundo melhor frustradas, pois, como você, a maioria das pessoas se nega a pensar e agir com responsabilidade social. Esta criança estava realmente ali às três da madrugada com uma única expectativa de futuro: ter o que comer após vender algumas flores. Esta criança estava ali a olhos nus, coração triste e com a face que raramente exercita os movimentos de um sorriso. Esta criança poderia muito bem ser seu filho, que sabe pouco de sofrimento e entende a palavra amor; mas, sem nenhuma culpa, ela está na rua esperando não só vender as rosas, mas esperando o que a vida talvez não possa lhe dar”.
Meu amigo olhou nos meus olhos e me disse: “sozinho não posso fazer nada. Comprar uma rosa não resolve o problema. Não posso lutar contra a realidade”.
Sem titubear, respondi: “você não resolve o problema da realidade, mas pode torná-la menos dura. Com pequenos gestos, um olhar carinhoso, você pode trazer esperança àquela criança que todas as madrugadas, para muitos, é confundida com uma figura normal da realidade. Nem precisa compra a rosa, se isso para você é errado, mas o convide para sentar, comer alguma coisa. Ganhe sua noite tentando arrancar um sorriso dessa criança e fazer brotar em seus olhos a esperança”.
Responsabilidade social é muito mais do que isto, é trabalhar seriamente políticas públicas contra desemprego, fome e violência.
Certamente, esta criança nunca mais vai esquecer essa noite, e uma nova expectativa vai surgir na vida dela. Além de vender rosas para comer, ela vai esperar encontrar alguém que se preocupe com ela, num mundo onde a maioria já a trata como figura de uma realidade. 

Priscilla Maria Bonini Ribeiro –  Texto do livro “Entre Letras e Linha”, de minha autoria, editado pela Editora Comunnicar

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DA REALIDADE AO MITO: A NOVA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA


(Artigo publicado em outubro/2013)

Em 1988, fomos brindados com a nova Constituição do Brasil. Mudanças significativas ocorreram, mas precisam ser revisadas e atualizadas. Podemos dizer que a Educação Brasileira passou a ser tratada com o seu devido valor, a partir desta Constituição. Nela disciplinaram-se os princípios norteadores das atividades de cada ente da Federação com o intuito de desenvolver o Sistema Educacional Brasileiro.
Finalmente, a Educação foi reconhecida como Direito Fundamental, incluída nos Direitos Sociais e detalhada no capítulo referente à Ordem Social. Foi garantido o pleno desenvolvimento da pessoa, o seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Metas que fazem parte do dia a dia de todos os Dirigentes Municipais de Educação.
Previsto na Constituição, o Plano Nacional de Educação (PNE) caminhou vagarosamente no decênio passado. Mas a atual proposta para os próximos dez anos garantiu recursos importantes para a Educação – os royalties. Contudo, são recursos que já têm prazo de validade estimado e não serão disponibilizados imediatamente. Todo um trâmite ainda se fará necessário para que essa verba seja direcionada à Educação.
O PNE atual, apesar de possuir metas muito mais ousadas do que o anterior, caminha, também, vagarosamente, desviando de pedras políticas num caminho democrático. Mas prevê, com muita justiça, que os Profissionais de Educação sejam capacitados e valorizados, dando-lhes condições para poderem enfrentar os novos desafios educacionais. Hoje o “giz” não é mais o principal instrumento do professor. Hoje a tecnologia coloca os alunos em contato direito e constante com o mundo real, digitalizado, onde se pode interagir e trocar conhecimentos.
Entendo que educação não é feita apenas com dinheiro. É preciso outros ingredientes especiais como amor, persistência, determinação, sonhos e profissionalismo. Contudo, o financiamento é importante para podermos concretizar a tão sonhada valorização da Educação Brasileira, e essencial para que todos tenham, de fato, o acesso à Educação.
A Carta de 1988 deixou claro, também, que a Educação é um dever do Estado e da Família. O apoio familiar às escolas deixou de ser uma ajuda e passou a ser um dever constitucional. A participação dos pais e da comunidade é fundamental para que a missão de socializar seja completa, para que a educação, no sentido mais amplo, possa ter mais qualidade.
Sociedade que se engaja nos movimentos escolares e cumpre assim, o seu dever, junto com o Estado, para melhorar cada vez mais a Educação Brasileira.
No entanto, um número significativo de avanços ainda ficou enraizado, literalmente preso, apenas nas letras escritas da Carta Magna Brasileira de 1988. É preciso que o Sistema Educacional Brasileiro torne-se democrático na prática e não só na teoria. Nosso povo foi às ruas pedir pela Educação.
O direito ao ensino público de qualidade precisa ser organizado de forma coerente para que os municípios possam assumir o seu papel de principal agente do Sistema, e não ficar só com os ônus financeiros e morais. A universalização da Educação não pode ficar no papel. Precisa extrapolar as salas de aulas e participar do contexto social dentro da nova realidade brasileira.
A Constituição Federal de 1988 mudou a cara do Brasil. Um marco na história de nossa democracia. Uma vitória na luta de nossa sociedade por dias melhores. Muito ainda tem de ser feito para que as desigualdades sociais no Brasil sejam dissipadas e para garantir um futuro mais digno, mais humano para todos. E para tanto, o caminho está diante de nossos olhos. Tudo passa pela oferta de Educação de Qualidade para Todos. Essa é, amigas e amigos Dirigentes Municipais, a nossa principal missão.